A lavanda é uma das notas mais antigas e mais usadas na perfumaria. O seu cheiro é universal — toda a gente reconhece a lavanda — e, no entanto, nas mãos de um bom perfumista pode transformar-se em algo completamente inesperado. A lavanda dos fougères clássicos não tem nada a ver com a lavanda dos modernos perfumes de nicho.
Os tipos de lavanda na perfumaria
- Lavanda fina (Lavandula angustifolia): a mais valorizada. Floral, herbal, com notas quase frutadas. Cresce em grande altitude — a melhor é a da Provença, a mais de 1.000 metros. Muito cara em comparação com a lavanda de menor qualidade.
- Lavandin (Lavandula x intermedia): um híbrido entre lavanda fina e espliego. Mais campestre, mais herbácea, mais intensa. Muito mais abundante e económica. É a lavanda dos detergentes e da perfumaria de grande consumo.
- Espliego (Lavandula latifolia): campestre, mentolada, quase medicinal. A mais rústica das três.
A lavanda: nota masculina, feminina ou unisex?
A lavanda tem fama de "masculina" pelo seu uso massivo em fougères e colónias para homem durante o século XX. Mas antes disso, a lavanda era unisex. E na perfumaria contemporânea voltou a sê-lo: lavandas finas e delicadas em perfumes completamente femininos, lavandas especiadas em unisex, lavandas cremosas em gourmand para todos os géneros.
A lavanda para lá do fougère
Os perfumistas mais inovadores têm usado a lavanda em contextos completamente inesperados:
- Lavanda + couro = Dzing! de L'Artisan Parfumeur
- Lavanda + baunilha = um gourmand aromático extraordinário
- Lavanda + oud = uma combinação árabe-provençal que funciona surpreendentemente bem
- Lavanda + especiarias = um oriental com coração herbal único
A lavanda na divain
Nas nossas fragrâncias aromáticas e fougères, a lavanda é a nota protagonista que dá frescura e carácter herbal. Trabalhamos com lavanda de qualidade superior para que o resultado seja floral e elegante — não o lavandin industrial que cheira a limpador doméstico.
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