A história do Perfume na Grécia Antiga

|Estefania Fuente

O perfume acompanha o ser humano ao longo da sua história. Após o perfume no Egito, hoje vamos descobrir a história do perfume na Antiga Grécia para perceber como eles utilizavam as fragrâncias e como influenciaram a sua fabricação e distribuição pela Europa.

Os perfumes na Grécia

Na Grécia havia um grande número de deuses e tudo tinha um mito associado, uma ligação ao divino. O perfume não seria exceção. Foram os habitantes do Olimpo os primeiros a usar os aromas para se embelezarem e quem ensinou homens e mulheres a usar os perfumes. Conta-se que Afrodite se espetou com o espinho de uma rosa, que era branca e sem cheiro. Manchou-a com o seu sangue tornando-a vermelha e Eros, encantado com a sua beleza, beijou-a dando-lhe assim essa fragrância embriagadora.

O desenvolvimento da perfumaria na Grécia tem a sua origem em Creta e noutras colónias. Os perfumistas destes países instalaram-se em cidades gregas e os habitantes não tardaram a aprender esta arte, chegando a ser grandes mestres na elaboração de perfumes e unguentos, exportando-os para a Europa. Acredita-se que foram eles os primeiros a criar perfumes líquidos, embalando-os em preciosos recipientes de chumbo, prata, ouro e mais comummente de alabastro, todos com a decoração própria da sua cultura.

Os helenos usavam uma fragrância diferente para cada parte do seu corpo. Manjerona para o cabelo, óleo de palma para o peito, menta para os braços, tomilho para os joelhos, óleo de orégano para os pés, etc. Perfumavam-se após o banho ou antes de assistir a algum evento especial, ou seja, tal como agora. Nos ginásios gregos existia uma parte dedicada à higiene pessoal e lá dispunham de múltiplas fragrâncias para se perfumarem antes de sair.

Pensavam que o bom aroma afastava os maus espíritos, de facto, os defuntos eram enterrados bem perfumados e acompanhados de um frasco de perfume. Também consideravam que os perfumes tinham propriedades curativas.

Os aromas mais usados pelos gregos são: mirra, menta, manjerona, tomilho, orégano, murta e flor da amendoeira. Todos e cada um destes aromas tem, como não podia deixar de ser, uma origem divina.

Deixamos-vos algumas fragrâncias do nosso catálogo que contêm alguns destes ingredientes.

Mais sobre a história do perfume:

O perfume no Antigo Egito | O perfume na Antiga Roma

1 comentário

Muy interesante este artículo!! :-)

Juana

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