Para quem não sabe que perfume usar

Escolher um perfume é, para muita gente, uma das decisões mais paralisantes do mundo da beleza.

Não porque haja demasiado por onde escolher — embora também. Mas porque o perfume é íntimo, é pessoal.

Mas escolher bem não é uma questão de sorte. É uma questão de saber o que procurar.

Começar pelas famílias olfativas

Antes de escolher um perfume concreto, vale a pena saber que tipo de fragrância se procura.

As famílias olfativas são os grandes grupos em que se classificam os perfumes — e conhecê-las permite filtrar antes de cheirar, reduzindo o número de opções a algo gerível.

Florais — As mais amplas e as mais variadas. Desde rosas clássicas até flores exóticas. Reconhecíveis, versáteis e fáceis de usar.

Cítricas — Frescas, energéticas, limpas. Bergamota, limão, toranja, yuzu. Perfeitas para o dia a dia e para o verão. Duram menos do que outras famílias, mas a sua frescura imediata torna-as irresistíveis.

Orientais — Quentes, profundas, envolventes. Âmbar, baunilha, especiarias, resinas. As mais persistentes e as que deixam mais rasto. Para quem quer que o seu odor seja recordado.

Amadeiradas — Elegantes, neutras e intemporais. Sândalo, cedro, vetiver, patchouli. Dão carácter sem se sobreporem e funcionam em qualquer contexto.

Frutadas — Sumarentas, vibrantes, modernas. Pêssego, framboesa, manga, cereja. Mais complexas do que as cítricas e com mais presença — o ponto doce sem chegar ao gourmand.

Gourmands — Doces, quentes, quase comestíveis. Baunilha, caramelo, cacau, mel. Para quem quer cheirar a algo apetecível e que gera uma presença próxima e irresistível.

Aquáticas — Mar, brisa, ar limpo depois da chuva. As mais frescas e discretas de todas. Perfeitas para o verão e para quem prefere uma presença suave e natural.

Verdes — Erva acabada de cortar, folha de tomateiro, chá verde, musgo. Evocam natureza, exterior, ar fresco. Para quem quer cheirar a algo vivo e autêntico.

Almiscaradas — Suaves, quentes, íntimas. O almíscar é a nota que mais se funde com a pele.

Personalidade e estilo como guia

Para além das famílias, há uma pergunta que simplifica muito a escolha: como queres que te recordem?

As fragrâncias comunicam algo sobre quem as usa — não de forma explícita, mas através das associações que geram em quem as percebe.

Uma fragrância fresca e limpa transmite ordem, fiabilidade, presença discreta. Uma oriental densa transmite confiança, sensualidade, carácter. Uma floral romântica transmite cuidado, detalhe. Uma amadeirada neutra transmite sofisticação, modernidade, elegância sem esforço.

Não há uma resposta correta — há uma resposta que combina com a forma como se quer apresentar ao mundo.

O teste definitivo: tempo sobre a pele

Um perfume tem três fases — saída, coração e fundo.

A saída é o que se sente nos primeiros minutos — geralmente as notas mais frescas e mais voláteis. O coração aparece aos vinte ou trinta minutos — é a essência da fragrância. O fundo é o que fica horas depois — as notas mais persistentes e mais características.

Muitas pessoas escolhem um perfume pela saída e ficam desiludidas quando o fundo não lhes agrada. Por isso o teste definitivo é cheirar o perfume sobre a pele após pelo menos uma hora.

Se após uma hora ainda agrada — esse é o perfume.

A amostra como ferramenta

Antes de se comprometer com um frasco completo, testá-lo em condições reais é sempre a opção mais inteligente.

Na divain sabemo-lo — e por isso criámos o sistema Try&Buy. Cada encomenda inclui uma amostra da fragrância escolhida para que a possas testar sobre a tua pele antes de abrir o frasco. Vestido, no trabalho, numa tarde de verão. E se não for o que esperavas, podes devolvê-lo.